Provável abdicação do imperador Akihito pode sincronizar calendários no Japão

Tóquio – A provável abdicação do imperador Akihito, amplamente noticiada pela mídia japonesa na semana passada, poderia, finalmente, sincronizar o calendário imperial com o calendário gregoriano.
Segundo fontes da Casa Imperial, o príncipe Naruhito assumiria como imperador em 1 de janeiro de 2019, dando início a uma nova era e a um novo calendário imperial.

No século 19, o Japão adotou o calendário solar gregoriano para se adequar ao padrão ocidental, mas nunca abandonou completamente o calendário imperial, que ainda é usado em documentos oficiais.
A atual era Heisei teve início no dia 8 de janeiro de 1989, um dia após a morte do imperador Showa (Hirohito), que faleceu no 64º ano de seu reinado. As datas dos documentos oficiais de 1989 tiveram que ser alteradas para “Showa 64 / Heisei 1”, resultando em meses de atraso para a emissão de novos documentos.

Com a abdicação programada para 31 de dezembro de 2018, os calendários seriam sincronizados, minimizando os transtornos causados com as alterações de documentos. O ano de 2018 seria “Heisei 30” e o ano 2019 seria o primeiro da era que ainda será anunciada.

Antes da Segunda Guerra Mundial, o próprio imperador escolhia o nome que representaria o seu reinado, mas essa regra mudou com a nova Constituição de 1947. Hoje, o nome póstumo do imperador é escolhido pelo governo com a ajuda de especialistas.

“Após o anúncio da data da abdicação, levará cerca de um ano para o governo se preparar para a mudança de imperadores”, disse uma fonte do governo ao jornal Asahi.

Fonte: Alternativa
Foto: Reuters
Imperador Akihito (à direita) e o príncipe Naruhito acenam da Casa Imperial em Tóquio