Prêmio Kiyoshi Yamamoto divulga homenageados de 2019; ‘Rei da Cebolinha’ é um dos indicados

Com informações do Jornal Nippak


Inovação e contribuição em prol do deenvolvimento da agricultura brasileira são dois requisitos básicos para fazer parte do seleto grupo de homenageados do Prêmio Kiyoshi Yamamoto. Considerado a láurea de maior longevidade no setor agrícola do Brasil, o Prêmio, instituido em 1965 pela Abeta – Associação Brasileira de Estudos Técnicos da Agricultura – também avalia outros critérios, como originalidade e pioneirismo, capacidade multiplicadora de resultados e sucesso econômico e financeiro. Qualidades e virtudes dos quatro escolhidos deste ano: o engenheiro agrônomo Elliot Watanabe Kitajima; do sócio proprietário do Grupo Cultivares, Tamio Sekita; do produtor Masatoshi Otani e do empreendedor Walter Toshio Saito. Conhecido como “Rei da Cebolinha” no Japão, Walter Saito virá especialmente para a ocasião.

Nâo à toa, a Cerimônia de Entrega do 49º Prêmio Kiyoshi Yamamoto, marcada para o dia 8 de novembro, no Salão Nobre do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), no bairro da Liberdade, em São Paulo, deve ser uma das mais concorridas dos últimos anos.
Indicados por entidades representativas de produtores e da comunidade nipo-brasileira, os quatro foram selecionados após uma rigorosa avaliação dos membros da Coissão Julgadora

Promovido pelo Bunkyo desde 1999, o Prêmio Kiyoshi Yamamoto já premiou mais de 160 pessoas e instituições por suas relevantes contribuições ao Brasil nas áreas de produção vegetal, produção animal, ensino, pesquisa, fomento, inovação e difusão de técnicas agropecuárias, bem como ações comunitárias e sociais.

Em seu terceiro à frente da Comissão, o agrônomo Kunio Nagai comemora o bom momento da agricultura brasileira. “Quando assumi, estávamos preocupados com o número de candidatos, se seria suficiente, mas felizmente o interesse pela área vem crescendo a cada que passa”, conta Nagai, que elogiou também o perfil dos indicados. “Não basta ser um grande agricultor ou produtor nem um grande pesquisador ou mesmo ganhar muito dinheiro. É preciso ter espírito de ajudar a sociedade em que vive, seja ela regional ou de forma mais ampla”, diz.

Confira os homenageados deste ano:

Elliot Watanabe Kitajima – Nasceu em 12 de agosto de 1936 em Registro (SP) e ingressou na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), em 1955, em 1º lugar. Graduou-se em Engenharia Agronômica na mesma Eslaq em 1958, como 1º lugar da turma. Em 1959 ingressou na Seção de Virologia do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) como pesquisador científico, sob chefia do Dr. Álvaro Santos Costa, para desenvolver pesquisas em microscopia eletrônico de vírus de plantas.
Durante sua permanência no IAC, descreveu importantes vírus de plantas, como o da tristeza dos citros, tospovírus agente do vira-cabeça, vírus de hortaliças e fitoplasmas. Em suas pesquisas com vírus transmitidos por ácaros Brevipalpus (VTB), logrou reunir um grande grupo de diferentes especialidades do Brasil e do exterior, promovendo avanços importantes nos conhecimentos sobre este patossistema. Aos 84 anos de idade, continua ativo.

Tamio Sekita – Nascido em 10 de setembro de 1946 em Cornélio Procópio (PR), Tamio Sekita mudou-se para a região do Alto Paranaíba, no munício de São Gotardo (MG), em 1973. Em 1975, entrou para a primeira turma do projeto de assentamento do Programa de Assentamento Dirigido do Alta Paranaíba (Padap), na região de São Gotardo. Empreendedor nato, com espirito de cooperativismo, Tamio foi presidente da Creche Josa Ribeiro e do Orfanato Lar Renascer, participou do Conselho da Apae, atualmente participa do Conselho Administrativo do Sicoob Credisg (Cooperativa de Crédito de São Gotardo), é presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São Gotardo pelo segundo mandato consecutivo, presidente da Sagagel – Armazéns Gerais, sócio proprietário do Grupo Minas Agronegócios, Alho Forte, Grupo Cultivares e Sekita Agronegócios, ocupando nesse grupo o cargo de presidente do Conselho Administrativo.

Masatoshi Otani – Nascido em 15 de abril de 1948, na provincia de Aichi (Japão), Masatoshi Otani veio para o Brasil em 1960 com seus pais e mais três irmãos. Em 1964 adquiriu terras em São Miguel Arcanjo (SP), na comunidade Colônia Pinhal, onde começou o cultivo de tomates, passando a produzir depois uva itália e laranja ponkan. Em 1983 chegou ao Rio Grande do Norte, município de Ipanguaçu, cultivando lavouras cítricas.. Em 1993 começou a cultivar melão e manga no município de Aracati (CE) e em 1997 começou tudo de novo no município de Baraúuna (CE), com as fazendas Shoryu e Boa Água, que são as responsáveis pelas produções de , Gália e Cantaloupe (melões nobres), e também de melancias sem sementes.
Em 1998 criou o grupo Real com quatro japoneses e com o intuito de baratear os custos e hoje tem engócios com a Inglaterra, Holanda, Itália, Dinamarca e Alemanha. Não bastasse o trabalho árduo na agricultura, acrescentou ainda uma maneira de preservar e divulgar as tradições japonesas em uma região onde praticamente não havia japoneses e em 2007 montou uma equipe de taiko em Mossoró (RN)

“Rei da cebolinha” no Japão, Walter Saito quer se tornar também “o cara da mandioca” (reprodução)

Walter Toshio Saito – Nascido em 1 de outubro de 1967, em Boa Terra (PR), Walter Toshio Saito é graduado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina e foi para o Japão em 1990 trabalhar como dekassegui. Fundou a empresa Kabushiki Kaisha TS (1995) e a Pacto (2005). Em 2009 inaugurou a escola TS Gakuen e em 20011 fundou a empresa TS Farm.
Em 2008, viu sua empresa de agenciamento ruir por causa da crise e decidiu apostar na produção de legumes e verduras na cidade de Kamisato, na província de Saitama, próxima à região metropolitana de Tóquio. Aproveitando o conhecimento adquirido com seus colaboradores nas lavouras, ele começou a plantar num terreno de 5 mil metros quadrados e em menos de 10 anos a sua empresa, com 40 hectares, se tornou a maior produtora de cebolinha , que garantiu ao brasileiro o título de “rei da cebolinha” do Japão.

Cerimônia de Outorga do 49º Prêmio Kiyoshi Yamamoto
Data: 8 de novembro, (sexta-feira) a partir das 19 horas
Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Salão Nobre)
Rua São Joaquim, 381, 2º andar, Liberdade – São Paulo – SP
Adesão: R$ 100,00
Solicita-se confirmar presença pelo (11)3208-1755 ou e-mail: evento@bunkyo.org.br