MS: Comunidade nikkey perde espaço na política regional

Redação / Imagem: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil


Cidades como Campo Grande, Três Lagoas e Naviraí ficaram sem representante nikkey no legislativo municipal

O estado de Mato Grosso do Sul possui a terceira comunidade nipônica do Brasil com talentosos descendentes que se despontaram  em vários segmentos, seja no setor público ou privado. 

Na política não foi diferente, em muitos municípios da cidade com grande número de família nikkeys, sempre houve um representante na poder legislativo e em algumas cidades até mesmo chefes do executivo municipal.

As eleições realizadas neste domingo (15), mostrou um cenário bem diferente dos últimos anos, quando vários nikkeys eram eleitos para cargos políticos. As mudanças já vinham acontecendo desde 2016, quando os mais antigos na estavam e ainda não estão acostumados com as novas tecnologias, principalmente, com o uso das redes sociais.

Vereadores

Uma realidade entre os descendentes de japoneses, eles não gostam de se expor na política, são poucos os que se manifestam publicamente seus candidatos. Os descendentes não costuma pedir votos para seus candidatos, colar adesivos em carros ou até mesmo se manifestar na redes sociais.

Campo Grande: A capital de Mato Grosso do Sul já contou com três vereadores em uma única legislação (Paulo Yonamine, Testuo Arashiro e Armando Tibana). Desde o início de 2000 os nikkeys enfrentam dificuldades em eleger um representante da comunidade

O médico Celso Yanase chegou a ser reeleito em 2000 e 2004, nas eleições de 2008 a comunidade nikkey ficou sem representante. Em 2012, coube ao engenheiro Edson Shimabukuro a representatividade no legislativo, depois de inúmeras tentativas ele foi eleito vereador na Capital. 

Em 2016, novamente a comunidade ficou sem representante, mesmo com as chances de eleger um vereador, Silvio Mori, ficou como primeiro suplente.  Nas eleições deste ano, bons nomes disputaram a representatividade da comunidade na Câmara de vereadores, mas infelizmente nenhum conseguiu a vitória, ou chegar próximo a primeiro suplente. 

Bandeirantes: no município distante a 60 da Capital, a professora nikkey Tatiane Miyasato (MDB) foi eleita com 250 votos. Candidata pela primeira vez, Tatiane foi a mais votada no município. 

Dourados: Na segunda maior cidade do Estado, a comunidade vai contar novamente com o apoio do vereador  Elias Ishy do PT, reeleito com 13.234.

Três Lagoas: A cidade com grande número de nikkeys, reduto da família Otsubo, desta vez ficou sem nenhum representante nikkey no legislativo.Na legislação passada a Câmara Municipal contava com Luiz Akira (PSDB), que obteve 607 voto e não conseguiu se reeleger, ficou como segundo suplente. O primeiro suplente do partido é o nikkey Celso Yamaguti que obteve 651 votos.

Nova Andradina: A cidade vai contar novamente com um representante nikkey na Câmara Municipal, o Dr. Sandro Hoici (DEM), foi reeleito para mais um mandato. 

Naviraí: Apesar de uma comunidade nipônica relativamente grande no município e uma forte influência da comunidade na agricultura local, a cidade não elegeu nenhum representante nikkey. 

Prefeitos

Em algumas cidades de Mato Grosso do Sul, candidatos nikkeys disputaram o cargo de prefeito, como Akira Otsubo (Bataguassu), Roberto Hashioka (Nova Andradina), Professor Tadao (Nova Andradina), Dirceu Deguti (Fátima do Sul) e Kazu Horii(Bodoquena)

O ex-deputado Akira Otsubo (MDB), foi o único eleito para o cargo de prefeito. Já Kazu Horii (PSDB) foi reeleito para administrar Bodoquena.

Roberto Hashioka (PSDB) administrou Nova Andradina por três vezes e disputou mais uma vez o executivo municipal, mas não conseguiu se eleger. 

Em Fátima do Sul, Dirceu Deguchi (MDB) enfrentou Ilda Machado, e não conseguiu votos suficientes para ser o prefeito da cidade.

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