Microsoft testa trabalho de 4 dias por semana no Japão e produtividade sobe 40%

A Microsoft Japan realizou um teste de quatro dias de trabalho e três folgas semanais com 2.300 os funcionários no mês de agosto e constatou um aumento de 40% na produtividade nesse período, infomou a empresa na última segunda-feira (4).
 
“Trabalhe menos tempo, descanse bem e aprenda muito. É necessário ter um ambiente que permita ao funcionário sentir seu propósito na vida e causar um impacto maior no trabalho”, disse ao jornal Mainichi Takuya Hirano, presidente da Microsoft Japan, antes do teste com folgas às sextas-feiras, sábados e domingos.
 
Além disso, a empresa ofereceu apoio financeiro de até 100 mil ienes para que os funcionários aproveitassem o tempo livre com viagens em família ou desenvolvimento de novas habilidades. Os salários não serão afetados.
 
Para aumentar a produtividade, a Microsoft Japan pediu aos funcionários que se comuniquem com mais frequência por meio de uma ferramenta de bate-papo online, em vez de realizar reuniões e enviar e-mails.
 
Quando há necessidade de realizar reuniões presenciais, os funcionários foram solicitados a concluí-las em 30 minutos e limitar o número de participantes a cinco, no máximo.
 
Além do aumento de produtividade, a Microsoft Japan registrou queda de 20% no consumo de energia. 
 
As medidas para melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal dos funcionários, criadas pelo governo japonês, estão se espalhando entre as grandes empresas, à medida que elas encorajam trabalhadores com ou sem compromissos familiares a reduzir horas de trabalho.
 
Embora seja improvável que a semana de quatro dias de trabalho se torne comum no Japão em breve, uma pesquisa recente mostrou que a grande maioria dos trabalhadores japoneses vê a ideia de maneira favorável.
 
Uma grande reforma trabalhista entrou em vigor em abril deste ano e o governo japonês espera que as mudanças melhorem as condições laborais em um país onde o karoshi (morte por excesso de trabalho) se tornou um grave problema.
 
A reforma criou novas regras, incluindo limite de horas extras e concessão de férias remuneradas, os dois itens que mais afetam diretamente os trabalhadores.
 

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