Japão quer que empresas adotem sistema de intervalo mínimo no trabalho

               
Tóquio – O governo japonês definiu nesta quinta-feira (31) uma meta de aumentar o número de empresas que utilizam o sistema de intervalo mínimo no trabalho (Kinmu-kan Interval Seido / 勤務間インターバル制度).
Esse sistema, que não é obrigatório, sugere às empresas estabelecer um horário mínimo de descanso entre o fim do expediente e o início do trabalho no dia seguinte, informou a emissora TBS.
Por exemplo, em uma empresa que definiu o intervalo mínimo de 10 horas, se um funcionário fizer horas extras até as 23h, ele somente poderia trabalhar no dia seguinte a partir das 9h, ou seja, 10 horas depois.
O sistema permite que as empresas definam por conta própria quantas horas deve ter o intervalo entre um dia e outro de trabalho, ou entre um turno e outro, no caso de funcionários que trabalham à noite ou em revezamento de turno. Especialistas dizem que o ideal é ter pelo menos 11 horas de descanso.
Segundo um levantamento do governo, apenas 1,4% das empresas tinha adotado o sistema em 2017. A meta, agora, é de que esse número suba para 10% até 2020. Porém, mais de 90% das companhias disseram que não pretendem estabelecer um intervalo mínimo futuramente.
O governo criou esse sistema em 2005, sem torná-lo obrigatório, com o objetivo de acabar com longas jornadas de trabalho que podem prejudicar a saúde ou resultar em mortes e suicídios.
Foto: Reuters