Ex-vereador Masataka Ota morre em SP, vítima de um câncer

Ota ficou nacionalmente conhecido depois do assassinato do filho do  Ives Ota, de oito anos, durante um sequestro na Zona Leste da capital, em 1997. Ele era casado com a deputada federal Keiko Ota (PSB).

O ex-vereador nikkey Masataka Ota (PSB), de 63 anos, morreu na noite desta quarta-feira (24) em São Paulo, vítima do câncer. Ele estava internado no hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo, e faleceu por volta das 21h, segundo o ex-chefe de gabinete dele, Takeda. Há meses, Ota lutava contra a doença que estava já em fase de metástase no pulmão e nos ossos.

Casado com a deputada federal Keiko Ota (PSB) há mais de 30 anos, o ex-vereador ficou conhecido ao lutar pelo endurecimento das leis para crimes hediondos no Brasil, após o assassinato do filho, Ives Ota. O menino de oito anos foi morto durante um sequestro na Zona Leste de São Paulo, em 1997. 

Na época, Ota organizou um abaixo-assinado cerca de três milhões de assinaturas em todo o país e até no exterior. O documento foi entregue ao Congresso Nacional e era contrário à proposta de redução da pena para crimes hediondos no Brasil, de 30 para 15 anos.

Masataka Ota nasceu em 1956, na província de Tomigusuku, em Okinawa, Japão. Ele era naturalizado brasileiro e chegou com a família no país com apenas um ano, ganhando a vida como comerciante da Zona Leste da capital paulista antes de entrar na política.

Na última eleição, em 2020, Ota tentou se eleger vereador na capital paulista, mas obteve apenas 9 mil votos, ficando apenas como suplente.

Os três acusados de envolvimento no sequestro e morte do garoto foram condenados a penas entre 43 e 45 anos de prisão, em 1998, pelo juiz da 17ª Vara Criminal de São Paulo.