Entrevista: Dr. Marcos Tiguman

O Cultura Nikkey abre espaço para os candidatos nikkeys expor seus projetos e se apresentarem à comunidade nipo-brasileira de Campo Grande. No total, seis perguntas foram enviadas para os 13 candidatos ao cargo de vereador, com prazo de cinco dias para as respostas após o envio. O questionário é igual para todos os entrevistados e as respostas serão postadas conforme a ordem de recebimento enviadas para a redação.

Nosso quinto entrevistado é o candidato Dr. Marcos Tiguman do Podemos.

1. Quem é Marcos Tiguman?

Sou Marcos Tiguman, casado, 64 anos. Formado em Medicina pela UFMS. Com especialidade em Cardiologia, Clínica Médica, Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. Participei como membro do Conselho de Medicina em MS por 15 anos e fui Presidente por 2 anos. Fui Diretor Clínico da Santa Casa, chefe do setor de Cardiologia e atual chefe da Unidade Coronariana. Ainda na Santa Casa fui presidente da Fundação Centro de Estudos que formou centenas de médicos residentes. Atendo em UPAs e CRSs, pela Secretaria de Saúde, na área vermelha, em trabalho de frente no combate à covid 19.

2. Por que decidiu se candidatar?

Foi por meio da NIPO que conheci a necessidade de representar a comunidade nipo-brasileira. Há necessidade de interlocução das entidades representativas com o poder público. Além da fiscalização aos atos dos dirigentes municipais, temos  de elaborar leis que atendam ao anseio da população. Participar com ações que visem a minimizar o sofrimento dos mais necessitados. Participei de inúmeras diretorias e presidências em diversos órgãos e hospitais, e conheço a necessidade da população por uma saúde melhor.

3.Qual o grau de descendência?

Sou sansei. Meu pai, militar aposentado, filho de imigrantes de Kumamoto e Kagoshima. Minha mãe, dona de casa, filha de imigrantes de Okinawa-ken, Nago-shi.

 

4. Qual a sua ligação com a comunidade nipônica de Campo Grande?

Minha ligação com a comunidade vem de muito tempo. Quando estudante de cursinho e bancário, e até a faculdade, tive como abrigo a República da Associação Nipo como residência. Onde formávamos uma verdadeira família, que perdura até hoje. 

Desde a primeira diretoria há 33 anos, até hoje, em período ininterrupto, participei de inúmeras outras e do Conselho Deliberativo, tendo sido Presidente da Diretoria Executiva por dois mandatos (2005-2009) e Presidente do Conselho nos quatro anos seguintes.

Fui Presidente da Comissão do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, em Campo Grande e construímos o Centro de Convivência Dr. Kojun Yamaki.

Participei de programas de atendimento médico à comunidade e de todas as festas tradicionais.

5. O que os descendentes podem esperar de você, caso seja eleito vereador em nossa Capital?

Podem esperar ética na política, compromisso com os ideais democráticos e republicanos e representatividade séria a todos os cidadãos. Respeito à nossa história, compostos por homens e mulheres de fibra, coragem e que são exemplos às novas gerações. Trabalho incansável no trato com a verba pública. Respeito à diversidade, e aos propostos que visem ao bem comum. Luta por melhores caminhos para os animais. Compromisso com o melhor para Campo Grande.

6.De um modo geral, qual ou quais plataformas pretende trabalhar?

Trabalharei em todos os setores, por ser competência do vereador fazê-lo. Não me furtarei à opinião e colocação em todos os assuntos que se apresentarem. Como médico, profissional que está de frente no combate às doenças, teremos de focalizar na saúde o nosso principal ponto. O devido apoio aos profissionais de frente, o atendimento humanizado, o abastecimento com medicamentos e aparelhos, incluindo os de emergência e a devida adequação de EPIS (equipamentos de proteção individual). Resultado de exames em tempo mínimo. Luta pela erradicação das filas.

Apoio aos programas da mulher, da infância, do idoso, do homem e todos os outros existentes. Cuidar da saúde animal, como pronto socorro, centrais de adoção e castração programada.

Enfim, canalizar todas as necessidades da população, para que encontremos, em breve, uma Campo Grande mais fraterna, mais humana e com muito mais SAÚDE.

2 comentários em “Entrevista: Dr. Marcos Tiguman

  • outubro 16, 2020 em 11:26 pm
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    Parabéns pela iniciativa, imprensa é plataforma de informação à população. Se todos tivessem acesso às plataformas dos candidatos teríamos uma sociedade mais igualitária e sem individualismo de muitas “autoridades” que nos representam.

  • outubro 18, 2020 em 2:34 pm
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    É isso aí Tiguman!!! Vamos à luta.

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