Brasil sedia Confraternização Esportiva Internacional Nikkei pela 7ª vez com recorde de participantes

Jornal Nippak / Aldo Shiguti


Há pouco mais de meio século, atletas argentinos, brasileiros e peruanos deram início a um sonho de tentar sedimentar a cultura milenar e promover uma grande confraternização entre os nikkeis pan-americanos. Hoje, passados 52 anos, esse sonho não só virou realidade como também tornou-se um grande laço de amizade entre as nações. Assim nasceu a Confraternização Desportiva Internacional Nikkei, que este ano chega a sua 24ª edição nos dias 14, 15 e 16 de  fevereiro, com sede no Brasil. É a sétima vez que o país sediará a competição, que acontece a cada dois anos, igualando-se ao Peru.

A última vez que o Brasil sediou a Confra foi em 2008, quando o Brasil realizou  a 18ª edição – como também é  carinhosamente conhecida – em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa, em São Paulo, com a participação de cerca de 260 estrangeiros e mais de 250 atletas brasileiros, além de membros da Comissão Técnica de cada modalidade.

Na época, participaram seis países: Argentina, Bolivia, México, Peru, Paraguai e Brasil em 10 modalidades esportivas: atletismo, beisebol, boliche, futsal, golfe, judô, fun poli, natação, tênis de mesa, tênis de campo e vôlei.

 

Crise – A última edição, em 2018, no Chile, reuniu cerca de 670 atletas também de 10 nacionalidades. “Eles realizaram um bom evento se levarmos em consideração o número de nikkeis que tem no Chile, que deve estar em torno de mil”, avalia chefe da delegação brasileira desde 2011, em Assunção, no Paraguai, e presidente da da Comissão Organizadora da 24ª Confra.

O Brasil, mais uma vez, participou com a maior delegação: cerca de 300 atletas. “O Brasil sempre envia a maior delegação até pelo tamanho da nossa comunidade”, explica Sassaki, que também comanda o Nippon Country Club, o maior clube nikkei das Américas e que será palco da maioria das modalides.

Segundo ele, o Brasil não só participa com a maior delegação entre os países como também costuma conquistar as primeiras colocações em praticamente todas as molidades. Este ano, explica, até por conta da crise que assola vários países da América do Sul, como a Argentina e o Chile, oito países confirmaram presença:  Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Japão, Paraguai, Peru e México.

 

Japão – O Japão participará pela primeira vez como convidado especial. “Por ser a primeira edição que eles participam, e até pela distância, é sempre mais difícil, mas esperamos que nas próximas edições eles passem a enviar uma equipe regularmente”, explica Sassaki, lembrando que nesta edição eles estarão representado no beisebol, atletismo e no karatê.

 

Recorde – Sassaki conta que, ao longo dos anos, o número de países participantes vem crescendo ano a ano. Se na primeira edição foram apenas três (Argentina, Brasil e Peru), nas três últimas edições – Bolivia, em 2014, México, em 2016, e Chile, em 2018, a média tem se mantido na casa de 10 participantes.

Este ano, se o número de países sofreu uma ligeira queda, o mesmo não se pode dizer do número de atletas. “Este ano teremos recorde de atletas com cerca de 1.100 inscrições em 13 modalidades. Desses, serão cerca de 580 estrangeiros, outro recorde da competição”, diz Sassaki, destacando que o Nippon sediará 10 modalidades.

Haverá disputa no atletismo, judô, natação, tênis de mesa, tênis de campo, boliche, gueitebol, golfe, beisebol, taekwondo, karatê, futsal e vôlei serão algumas modalidades em disputa. Dessas modalidades, apenas o atletismo (Arena Caixa), golfe (Arujá Golfe Clube) e boliche (Internacional Shopping, em Guarulhos) não serão realizadas no Nippon.

“Isso é benéfico porque todos vão poder estar muito próximos e isso cria um clima de confraternização maior”, explica o dirigente, destacando que “isso apenas o Brasil, com o Nippon Country Club, e o Peru com a Aelu (Associación Estadio La Unión, podem fazer”.

O que não mudou até hoje, conta, foram os ideais. Desde que foi criada, a Confra tem se mantido fiel as suas raízes, de permitir apenas a paticipação de atletas de ascendência japonesa. “Pode ser que mais para frente tenhamos que abrir, mas por enquanto só participam atletas nikkeis”, afirma Sassaki, lembrando que o principal objetivo da Confra, além de seu caráter esportivo, é justamente a confraternização da comunidade nikkei pan-americana.

 

Laços de amiuzade – “E agora com o Japão. Acredito que a ideia tanto da Confra como da Copani – Convenção Pan-Americana Nikkei – é que as comunidades nikkeis dos diferentes países também estejam mais próximas. E esses eventos acontecem justamente com o intuito de estreitar os laços de amizade e troca de experiências entre os países participantes”, diz Valter Sassaki, explicando que a Comissão Organizadora está empenhada em realizar a melhor Confra de toda a história. Tanto a cerimônia de abertura como a de encerramento serão realizadas na Perfect Liberty, também em Arujá (SP), que conta com um ginásio com capacidade para acomodar cerca de 3 mil pessoas.

A cerimônia de abertura será aberta mas a de encerramento será apenas para convidados mediante convite.

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