Há 46 anos, os paulistanos da zona sul passaram a ter acesso ao centro da cidade, com a inauguração da Estação Japão Liberdade da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, com um sistema de transporte de alta capacidade, rápido, seguro e confiável. 

No dia 17 de fevereiro de 1975, a chegada do Metrô no bairro da Liberdade foi marcada com uma grandiosa festa, com a participação de moradores e comerciantes da comunidade nipo-brasileira.

Na solenidade de inauguração estiveram presentes o presidente da República, o Governador do Estado, o Prefeito e outras autoridades civis e militares.

Habituados a realizar suas festas tradicionais, a comunidade nipo-brasileira participou ativamente da inauguração da estação metroviária, que foi decorada e enfeitada com lanternas e adereços japoneses. Para homenagear as autoridades, ocorreram diversas apresentações de danças folclóricas do Japão.

O Metrô, em 2018, por meio de parceria da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos com a Secretaria de Estado da Cultura, restaurou e reinstalou 11 pinturas alusivas à Imigração Japonesa no Brasil, que integram o acervo do projeto Arte no Metrô, instaladas na estação Japão Liberdade.

Em 2018, o embaixador Akira Yamada visitou a então recém batizada estação Japão-Liberdade.

Essas obras, produzidas por artistas nipo-brasileiros durante a Expo Brasil-Japão de 1988, estavam instalados no mezanino da estação há mais de 30 anos.

A parceria possibilitou que as 11 telas passassem por um processo de descupinização, higienização mecânica, descontaminação microbiana e troca de chassi – a estrutura de madeira localizada atrás da tela. As telas foram reinstaladas por etapas no mezanino intermediário da estação, ocupando os lados Norte e Oeste. Posteriormente, o local ganhou novo layout, nova iluminação e guarda-corpo para melhor preservação das obras.

Integram esse conjunto comemorativo da Imigração Japonesa no Brasil, os painéis: “Paralelepípedo”, de Mário Noboru Ishikawa; “Bad Moon”, de Lúcio Yutaka Kume; “Sem Título”, de Hisae Sugishita; “O Imigrante – O Primeiro a Desembarcar”, de Oscar Satio Oiwa; “Projeto para uma Paixão Sem Fim”, de Milton Terumitsu Sogabe; “Momento – História”, de Laerte Yoshiro Orui; “Tempo I”, de Ayao Okamoto; “Pós – 80”, de Hironobu Kai; “Sem título”, de Yae Takeda; “Sem Título”, de Toshifumi Nakano e “Sem Título”, de Carlos Yasoshima. Esse conjunto de obras integra o acervo Arte no Metrô.

 

Vitrine de Ikebana – Além dos painéis em homenagem a Imigração Japonesa, a estação Japão – Liberdade do Metrô conta desde 1993 com uma vitrine de “ikebana” (arranjo floral japonês), parte do projeto Linha da Cultura do Metrô, em parceria com a Associação de Ikebana do Brasil. Os arranjos são trocados semanalmente.

Histórico – Em 1973, o bairro da Liberdade, por meio de uma ação conjunta da Associação dos Lojistas com a Prefeitura da Cidade de São Paulo, passou por um processo de caracterização com a instalação de “suzurantos” (luminárias típicas japonesas) nas principais ruas do bairro, e também instalação do “torii” (portal típico do Japão) na extremidade sul do viaduto Osaka na rua Galvão Bueno. Na outra extremidade deste viaduto, foi construído um Jardim Oriental, com pequeno lago com carpas coloridas.

Na praça central, a parceria da Associação dos Lojistas com a Prefeitura propiciou a criação da Feira de Artesanato e Gastronomia, que até hoje recepciona os visitantes nos finais de semana e feriados.

Desde então, a decoração típica, a presença de restaurantes e o comércio de produtos típicos orientais, somados a realização de grandes eventos culturais da comunidade oriental como o “Tanabata Matsuri” (Festival das Estrelas), o “Motitsuki Matsuri” (Festival da Elaboração e Distribuição de Bolinhos da Prosperidade) e, mais recentemente, as Comemorações do Ano Novo Chinês, ajudam a impulsionar os negócios do bairro.

Hoje, o bairro Oriental da Liberdade é uma das principais atrações turísticas da Capital paulista. Nos últimos anos, a região antes ocupada pelos japoneses e seus descendentes passou a receber novos imigrantes de outras comunidades orientais como coreanos e chineses.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Metrô e Jornal Nippak