Taxa de desemprego do Japão é a mais baixa desde 1993

Os dados mostram que a terceira economia do mundo está se recuperando, mesmo que lentamente

Tóquio – A taxa de desemprego do Japão em novembro atingiu seu nível mais baixo desde novembro de 1993.
Dados oficiais mostram nesta terça-feira (26) que a terceira maior economia do mundo está no caminho da recuperação, mesmo que a um ritmo lento, informou o Japan Today.
Os dados do governo mostram que o desemprego ficou em 2,7% no mês passado, enquanto o índice de empregos/candidatos melhorou ligeiramente, um aumento de 0,01% em relação ao mês anterior para 1,56 em novembro – o maior nível em quase 44 anos.
Para ajudar, o Japão anotou sete trimestres consecutivos de crescimento econômico – a mais longa corrida positiva por 16 anos – com a aproximação dos Jogos Olímpicos de 2020 dando à economia um fôlego mais.
A confiança entre os maiores fabricantes do Japão também tem uma alta de 11 anos, segundo uma pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) no início deste mês.
No entanto, os gastos dos consumidores permaneceram frágeis e a deflação continua presente, apesar da política monetária do governo.
Outros dados mostraram que os preços ao consumidor no Japão subiram pelo 11º mês consecutivo em novembro, mas a inflação ainda esta longe da meta de 2% estipulada pelo Banco do Japão (BOJ), considerada crucial para reviver a terceira maior economia do mundo.
A taxa de inflação subjacente foi de 0,9% em relação ao ano anterior em novembro, de acordo com dados publicados pelo Ministério dos Negócios Internos, muito abaixo do objetivo de 2% estabelecido pelo BOJ.
O consenso do mercado foi um aumento de 0,8%, segundo dados compilados pela Bloomberg News.
Quando os preços voláteis de alimentos frescos e energia foram retirados, aumentaram ainda menos – 0,3%, disse o Ministério.
A despesa doméstica de novembro – vista como chave para a extinção da deflação – expandiu 1,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior – muito mais forte do que o consenso do mercado de um aumento de 0,5%.
O gasto doméstico manteve-se estável em outubro, depois de cair 0,3% em setembro e subir de 0,6% em agosto.
Fonte: Alternativa