O lado obscuro do Japão: O país do ijimi – maus tratos nas escolas do Japão

Ijime, a triste realidade do Bullying no Japão 
Ijime ( いじめ / 苛め ) é como se chama o Bullying no Japão e infelizmente esse é um grande problema nas escolas japonesas, levando muitas crianças à abandonarem as escolas e até ao suicídio. Todos os anos são registrados milhares de casos de Ijime, segundo o Ministério da Educação do Japão, o que torna essa situação dramática em um grave problema na sociedade japonesa.

Segundo a revista Alternativa, só no ano de 2012, em um período de 6 meses (entre abril e setembro) foram registrados 144 mil casos, mais que o dobro do ano passado inteiro, que chegou a 70 mil casos de Ijime, envolvendo tanto maus tratos físicos como psicológicos entre os alunos das escolas japonesas.

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Dos 144 mil casos, 278 foram considerados críticos, envolvendo risco de vida. Por conta disso, campanhas contra o bullyng dentro das escolas, envolvendo alunos e professores serão incentivadas pelo Ministério da Educação, afim de conter esses números exorbitantes que podem causar graves sequelas emocionais.A maior incidência de casos se deu no Shoogaku (Primário), com 88.132 episódios (aumento de 50 mil em relação ao ano passado), seguido pelo Chuugaku (Secundário) com 42.751 incidentes. Em terceiro, vem o kookoo (Ensino Médio), registrando 12.574 casos e na escola de apoio especial, foram 597 casos.

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O aumento dramático, pode ser resultado da tecnologia e também do acesso fácil à internet e redes sociais, que fazem com que os agressores intimidem suas vítimas também através desses meios de comunicação, fazendo com que elas sejam agredidas, torturadas, chantageadas e humilhadas também virtualmente.Os maus tratos compreendem em repetidas agressões verbais, físicas e psicológicas. É comum um grupo de agressores, extorquir dinheiro da vítima, roubar os seus pertences, humilha-la, xingá-la, queima-la com bitucas de cigarro, entre outras agressões ainda piores que tudo isso, que causam danos irreversíveis às vítimas.

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Muitas crianças acabam abandonando a escola por medo das agressões. Outras são ainda mais drásticas e preferem tirar a própria vida do que continuar a viver aquela vida humilhante. As formas mais comuns de suicídio é enforcamento, se jogar de um lugar alto, como um edifício ou penhasco, se atirar na frente de um trem, etc.

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vitamine5Essa apuração foi realizada a mando de Hirofumi Hirano, ministro da Educação, após a repercussão da notícia do suicídio de um aluno do segundo ano do chuugaku, na cidade de Otsu (Shiga). O menino vinha sofrendo assédio moral por seus colegas e os professores faziam vista grossa para o que acontecia. Em 11 de outubro, ele resolveu por fim à sua vida, pulando do alto do seu prédio de 14 andares.Essegaroto é apenas um dos milhares de casos que ocorrem desde sempre no Japão. Nem a neta do Imperador Akihito, passou ilesa ao Ijime. A princesa Aiko, de 8 anos, filha do príncipe Naruhito e da princesa Masako, deixou de frequentar as aulas por um período, alegando que a causa seria o Ijime por parte dos colegas.

O vídeo abaixo,o cara que gravou teve sangue frio para filmar isso, pois eu fiquei aterrorizada só de assistir. Um grupo de meninas praticando o Ijime contra uma outra, que aparentemente parece ser frágil e não esboça nenhuma reação. Covardia sem limites!

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O Ijime, infelizmente está enraizado na sociedade japonesa, desde os tempos mais primórdios, o que torna um problema ainda mais difícil de ser resolvido de vez, embora seja possível reduzir o número de incidentes. O pior é saber que esse hábito terrível começa por aqueles que deviam denunciar os abusos: Os professores.

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Eles são a maior causa do Ijime, pois o que dizer de professores que praticam maus tratos contra crianças diferentes, chegando até mesmo a ridiculariza-los perante as outras? Elas crescem achando que isso é normal e acabam sendo encorajados a praticar esses atos nefastos, praticado por grupos na maioria das vezes.

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As vítimas são sempre os colegas mais “frágeis” fisicamente ou psicologicamente, sem a mínima estrutura para enfrentar o bando delinquente. Não delatam os maus tratos, por vergonha e por causa do descaso das autoridades das escolas a esse respeito. Além de cometerem ijime e influenciar as crianças a faze-lo, eles fingem não ver o que está acontecendo e omitem o fato, ao invés de denunciar.Portanto, é preciso mudar a mentalidade dos educadores, para que se possa cortar o mal pela raiz. Só assim o Japão poderá ter esperança de ver menos casos de ijime acontecer nas escolas e ver as crianças mais felizes e seguras em uma escola com ambiente acolhedor, responsável pela formação acadêmica e psicológica do aluno.

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Aproveite para ver uma reportagem do Serginho Groisman sobre Bullying no Japão, inclusive retratando vítimas brasileiras que sofrem desses tipos de maus tratos na escolas japonesas:

 

https://youtu.be/LBPmvdR8hhU