Japão planeja dar incentivos a estrangeiros com novo visto que forem trabalhar em cidades pequenas

Tóquio – O governo japonês está considerando a introdução de algum tipo de incentivo para estrangeiros que optarem por um trabalho em cidades pequenas, a fim de evitar que eles se concentrem nas grandes metrópoles, disse o ministro da Justiça na quinta-feira (15).
A medida valeria para estrangeiros que devem entrar no Japão a partir de abril de 2019 sob um novo visto de cinco anos, em votação no Parlamento, segundo o jornal Mainichi.
O ministro da Justiça Takashi Yamashita divulgou o plano durante uma sessão do Comitê de Assuntos Judiciais do Parlamento, em conexão com um projeto para revisar a lei de controle de imigração em meio à escassez de mão de obra no Japão.
Mitsuru Sakurai, um legislador da oposição, levantou uma questão sobre a possibilidade de trabalhadores estrangeiros se concentrarem nas áreas urbanas e não contribuírem para aliviar a escassez de mão de obra em locais afastados.
Masaki Wada, chefe do Departamento de Imigração do Ministério da Justiça, respondeu: “Com base no status operacional (do novo sistema), melhoraremos o ambiente para aceitar trabalhadores estrangeiros se necessário, e procuraremos introduzir incentivos que funcionem para áreas regionais.”
“Vamos examinar medidas para facilitar a aceitação de trabalhadores estrangeiros em áreas onde a escassez de mão de obra está se tornando cada vez mais grave”, disse o ministro da Justiça.
Dos dois tipos de novos status de residência que o governo pretende introduzir em abril do ano que vem, a categoria 1 – com um visto de cinco anos no máximo – requer capacidade de língua japonesa e aprovação em exames administrados por ministérios e agências governamentais.
Além disso, os estrangeiros que concluírem o Programa de Estágio Técnico do governo poderão obter o status de tipo 1 sem se candidatar ao exame. No entanto, os críticos dizem que tal cenário enfraquece o espírito original do programa de permitir que os estagiários utilizem as habilidades que adquiriram no Japão ao retornarem a seus países de origem.
O ministro da Justiça refutou, dizendo que “cabe aos estagiários escolherem mudar para o status de categoria 1”.
“Se eles mudarem para esse status, nós queremos que eles levem sua experiência de trabalho de volta para seus países de origem, além das habilidades técnicas que adquiriram através do programa de estágio. Isso não vai contra o espírito do programa.”