60.000 motoristas idosos no Japão são suspeitos de ter demência

Cerca de 60 mil motoristas com 75 anos ou mais foram julgados como possivelmente vítimas de demência durante o processo de renovação de suas licenças no primeiro ano de exames mais rigorosos para a doença, informou a Agência Nacional de Polícia.

A lei de trânsito revisada, exige que condutores idosos consultem médicos se houver suspeita de demência na triagem preliminar. Esta lei entrou em vigor em 12 de março do ano passado devido acidentes fatais envolvendo idosos ter se tornado uma questão social importante diante do rápido envelhecimento da população.

A agência disse em um relatório que 2.105.477 titulares de carteiras de motorista fizeram testes de função cognitiva até o final de março deste ano, e 57.099 deles eram suspeitos de ter demência.

Um total de 1.892 deles tiveram suas licenças suspensas ou anuladas, três vezes mais do que em 2016. Outros 16.115 motoristas desistiram de suas licenças, enquanto 4.517 pessoas não renovaram as suas licenças se tornaram nulas.

Cerca de 1.515 outras ainda estão no meio de seus procedimentos de renovação, sugerindo que o número de suspensões e anulações crescerá.

Antes da mudança na lei, os diagnósticos de um médico era solicitado, mas não obrigatório, quando se suspeitava de demência em testes cognitivos.

O número de mortes no trânsito no Japão tem diminuído, chegando a um recorde de baixa de 3.694 pessoas em 2017. Mas acidentes sérios causados ​​por motoristas idosos continuaram a atrair a atenção nacional, particularmente porque o país espera ter mais motoristas com 75 anos nos próximos anos.

No mês passado, uma mulher de 90 anos foi presa após supostamente passar um sinal vermelho e atingir quatro pedestres a sudoeste de Tóquio, matando um deles.

A última contagem da polícia mostrou que 13.063 motoristas foram autorizados a continuar dirigindo depois de consultar os médicos, mas 9.563 deles são obrigados a apresentar outro relatório de exame médico em seis meses.

Separadamente, o número de pessoas que temiam sofrer uma diminuição em suas funções cognitivas, mas que não precisavam de um exame médico, totalizava 553.810, e 1.494.568 não mostravam sinais de problemas cognitivos.

Fonte: IPCDIGITAL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.